sábado, 12 de dezembro de 2009
Exposição
Vim porque ando introspectiva.
Bem “in” mesmo.
Dentro.
Ando pensando e refletindo muitas coisas.
Pensando em pessoas.
Em coisas.
Em ações.
Atitudes.
Oportunidades.
Falta delas.
Saco cheio.
Felicidade.
Enfim,
Coisas como estas...
E pensando cuidadosamente,
Cautelosamente,
Não cheguei à conclusão alguma.
Só sei que o fato é: Existir é ato de extrema complicação e coragem.
...
Suposição
ChicO, Louvado seja o Amor!
E todos respondem em coro:
- Para sempre seja louvado!
14/10/09, as suposições sempre são tão belas!
Amém por isso!
Macho.
Assim se fez!
Assim se impôs diante de meus olhos!
Assim me encantou.
Braços fortes e longos.
Pernas longas e grossas.
Sorriso grande de boca carnuda.
Olhar esticado e profundo e quase silêncioso, não fosse gaguejante.
Grandes glúteos.
Peito aberto e costas largas
O Homem.
Nem era tão espadaúdo assim,
Mas entrou em meus olhos como se fora!
Nem era alto.
ChicO,
Este PoemaHomem foi escrito dia desses...
Nós só vemos o que queremos e como quereiramos, graças a Deus!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
explicações
Algum carinho,
Tão verdadeiro e forte, que dá nisso:
Eu te amo!
Isso é urgente!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A quem interessar possa:
"Quero que todos sejam felizes como eu desejo que sejam" - Clarice Lispector!
Ah!!!Concordo em muitas coisas com a Clarice, por isso ela está sempre presente em mim e no que digo!
Jamais finalizaria um texto desses com ponto final, jamais finalizaria um texto... Há sempre algo a mais a se dizer. Então...
...
Os dias vão passando e eu também.
Uma Apresentação,
Não queria falar meus anos, não por ser velho, nem novo, não tenho destas coisas, o que eu tenho é uma idade de mundo, de hora de viver, mas meu mês é setembro, e não sei nada do meu signo, só sei da primavera do meu mês, sempre a florescer, as estações são tão bonitas!
Eu faço uma coisa e, gosto muito do que faço, querem saber o que faço?
- Ah, eu invento histórias!
Tenho muitas delas guardadas em mim, no meu eu mais profundo. Ouço as histórias dos outros e saio escrevendo, me aproprio delas e depois cedo-as a quem gosta de ler, às minhas e às dos outros, e a história fica sendo de quem quiser.
Acho que escrever me liberta e prende ao mesmo tempo, mas é uma prisão a qual não quero me libertar e uma liberdade sem fronteiras, eu sinto alguma forma de gozo estranho ao escrever e alguma dor também. Não tenho explicações para tais sensações, não me perguntem sobre isso, não saberia dizer.
Clarice Lispector disse que queria uma verdade inventada, eu acho que invento a minha e dignifico-a. E sempre, mas sempre mesmo, tiro o chapéu para a Clarice, uma moça brilhante. Se os senhores quiserem saber, eu os confesso em segredo, ao pé do ouvido, sou um admirador dessa escritora, poeta por natureza. E se os senhores não queriam saber, então, esqueçam do que eu disse. E desculpem-me os meus devaneios em voz “alta”.
Tenho muitas inspirações na vida, aspirações também eu as tenho em grande quantidade. Tenho aspirações a poeta meus senhores, mas sou um poeta menor, que não sabe muito da profissão de escrever poesia e só escreve por prazer mesmo e talvez com alguma técnica intuitiva. Possivelmente o que eu escreva fique bom, mas sou muito severo comigo mesmo, de uma rigidez insone, louca e exagerada, então, nunca sei se gosto tanto do que escrevo realmente. Deixo isso a critério dos outros leitores, que não eu, dos senhores é que devem vir os critérios.
De tudo o que eu escrevo o que mais gosto, normalmente, é o texto do momento, depois que passa, não ligo muito, mas quando estou a escrevê-los, me elevo.
A primeira coisa que fiz ao nascer foi ler o mundo a minha volta e do meu jeito, pequeno de ser. Já dava indícios ai mesmo, para o que eu daria quando aumentasse de tamanho. Tenho certeza que interpretei a cara do médico que me pôs ao mundo e que não gostei muito do que vi. Não gosto de hospitais, nem para nascer, gostaria de um parto normal e caseiro pra meu nascimento, com uma parteira bem velha e experiente, de preferência.
Que me desse aquele clássico tapa na bunda para o choro me escapulir da boca e eu dar-lhe aí, sinais de vida.
Sou brasileiro, baiano, soteropolitano e hospitalar, infelizmente. Não gostaria dar-lhes aqui meu endereço, nem telefone, para em caso de desgostarem dos textos não baterem à minha porta reclamando direitos. Não quero marcar aqui este compromisso. Nem dever satisfações. Se os senhores não gostarem do texto, falem com ele mesmo, a culpa não é minha, é dele, que teimou em sair disforme para o gosto de alguns, e uniforme para o gosto de outros. E mais, nem fedendo nem cheirando para outros tantos. Isso não é mais comigo, me desculpem. E é um direito dos senhores desgostarem, criticarem, ou até gostarem, amarem, adorarem e querem para si, mas, não é comigo! Fiquem com o texto acertem-se entre si.
Eu sou casado, minha esposa não gosta de exposições, por isso não direi o nome dela aqui, nem dos meus filhos, isso é confidencial para nós, nossa privacidade. Mas sim, voltemos a mim, a primeira coisa que quero fazer é ultrapassar o céu. Eu gosto muito do alto, ver tudo de cima, não que eu não goste das outras coisas, de baixo, do olhar tete-a-tete. Mas é que ver as coisas de cima dá uma alegria contagiante, uma coisa quase divina. Não quero ser superior a ninguém, mas é que eu gosto mesmo da sensação de estar no alto e com um friozinho de medo de despencar na barriga. É uma aflição perfeita, uma adrenalina sublime!
Eu tenho um corpo normal, sou preto, estatura mediana, e sou um pouco forte, sinto todas as sensações de humano, mesmo sendo um tanto distante disso, e se não entenderam o que acabei de dizer, nem queiram. Tenho um humor oscilante, eu sou de lua, quando me dá na telha eu apareço, e se me dá vontade eu sumo sem deixar rastros, eu mínguo, mas, isso em nada interfere em minha escrita, em minhas produções. Interfere sim, em outras coisas, que não vêm ao caso. E não fiquem curiosos com o que não vêm ao caso, não é Senhores? Controlem-se!
Meus pais me abandonaram quando eu nasci, sou órfão, de pai, mãe, avós e história. Eu não os conheci, nem os reconheceria agora. De forma nenhuma. Então, não sei do meu passado, eu digo, de antes do meu nascimento, sei que nasci em um hospital de ouvir falar por alto e acreditar em alguma verdade das inventadas, não é Clarice? Eu sustento essa “estória” para ter o que dizer quando mo perguntarem do meu passado, mas se eu tivesse nascido em uma casa, eu com certeza saberia, porque lembraria. Lembraria da parteira. De sua cara e cabelos, brancos. Meus filhos são de parteiras. Minha mulher sabia desde quando casamos que seria assim, nascimento em casa. Eu só sinto falta de irmão. Tratei de dar logo a meu filho mais velho, um irmão, a solidão é muito triste.
Tem outra coisa que gostaria de confessar-lhes, tenho verdadeiro entusiasmo pela África, eu não sei o que é, mas vislumbro um dia por meus pés naquela terra, por os pés descalços e sentir o chão, como se deve, sem interferências de calçados.
Eu viajaria o mundo inteiro sem problemas, mas passaria mais tempo em África, conhecendo cada coisa e me apaixonando mais, e me decepcionando também, não sou tão romântico.
Outro lugar em que pararia bastante tempo seria a França, tenho verdadeiro encanto e admiração por seus poetas e por sua língua, mas não entendo nada, ainda!
Minha tristeza sempre dura o tempo necessário a vai embora, minha felicidade também, mas elas sempre voltam, há uma reincidência muito grande de recaídas entre nós, uma está sempre dando lugar à outra. Agora quando não sou “nem alegre, nem triste”, nesta ocasião eu sou definitivamente, ‘puramente’, completamente, qualquer “coisamente” Poeta, não Cecília? Só ela me entenderia.
Tenho uma afinidade por Poetas, por Poesias, por todos os tipos de arte, olho, muitas vezes nem entendo, mas é quando não entendo que fica mais bonito, porque o abstrato não pede explicações, nem as dá, ele é, e isso é tudo. É por isso que eu sou abstrato, e tenho algo de artístico, para que ninguém entenda e fique se perguntando, mas o que ele quis dizer e eu os responda: nada. Simplesmente: nada!
ChicO,
21/08/08
P.S: A Mi anda estudando biográfia e autobiográfia, fiuei entusiasmado e decidi públicar este texto autobiográfico que há muito, tinha feito!
Uma prece diferente!
Se eu pudesse teria um controle remoto. Acho que eles sempre poderiam ser mais preto no branco ou, branco no preto, porque, sim Senhores, a ordem dos fatores altera em tudo o produto, e poderiam ser mais brilhantes, ou talvez, coloridos. Sempre há a possibilidade de sonhar mais bonito, eu acho!
Eu acho tão bonito sonhar!
Eu tive uma angustia em sonhar acordado, porque sonhar acordado é como querer sonhar e não sonhar naturalmente. É forçar sonho, ou não, mas é diferente. A minha palavra é o tempo em que vivo. Se eu nascesse em outro tempo falaria outra fala, outra língua. Eu seria diferente. E provavelmente sonharia outro sonho. Isso deve ser alguma espécie de limitação.
Gosto de falar do jeito que falo. Na língua em que falo. Eu sonho em minha língua. Em minha linguagem. Eu nunca sonhei falando em inglês ou alemão, por exemplo. Talvez eu sinta falta disso. De expandir a minha linguagem em meu sonho. Nós sempre queremos mais do que efetivamente temos ou talvez, precisamos. Isso é tão curioso!
Eu queria no meu sonho concertar o mundo. Fazer um GRANDIOZÍSSIMO conserto! Mas é que eu sou tão pequeno. E tão sem coragem. Eu queria ter coragem e no meu sonho e eu a tinha. Isso é tão resignador!
Se eu pudesse eu saberia o que é o real e viveria nele. No real do meu sonho.
Eu sonhei que a vida era um mistério maior do que ela realmente é. E olhe que já é um mistério bem grande viver. Certa vez um livro me disse: “Vivemos entre dois nadas!”, eu concordo tanto com isso e se quer lembro quem genialmente disse no livro. Eu descobri sozinho que o mundo é um grande palco e que somos todos personagens, personagens divinas e perfeitas, mesmo com todos os defeitos e conhecimentos limitados, justamente os defeitos é que são perfeitos,
P E R F E I T O S! ! ! E eu descobri minha gente, que Deus, é POETA, um grande poeta, o maior que poderia existir e o mais enigmático e esférico, eu jamais o compreenderia. Só um poeta poderia inventar algo como o mundo. Com tantas personagens. Com tantos cenários. Com tantas cenas. Deus é tão inteligente e tão habilidoso ao mesmo tempo. Eu o admiro Senhor! Controlar tantas coisas, estar em tantos lugares. Isso é de uma maestria digna de ser escrita e eternizada. Fazer com que o mundo acredite em uma independência, mas somos tão dependentes de ti. Outro dia eu sonhei uma pergunta: SERÁ QUE EXISTE ALGO MAIOR QUE DEUS? Um outro ser “superior” e misterioso tal qual? Meu Deus, eu fico me perguntando: Deus é filho de quem? Meu Deus, és triste com alguma coisa? E a tua felicidade? Tudo isso estava em meu sonho. Várias perguntas compactadas em um única que eu não sei mais explicar como era, mas era uma só, eu não me lembro bem. Isso é coisa de sonho mesmo. Será que Deus também não quer um abraço apertado e um beijo de sua mãe, de seu pai? Um reclamão? Um puxão de orelha? Será que Deus não gostaria de um dia xingar um palavrão tão reverberador quanto a junção de duas energias fortes no céu em forma de raio e afrontar seu pai? Será que Deus tem irmão? Eu acho que ser Deus também é limitado. Ele não consegue ser menor do que ele é. E eu acho que as pessoas devem pensar numa “diminuição” divina como falta de respeito, só pode. Será que Deus não quer ser pequeno um dia? Será que Deus não guarda esse segredo, de ser menor que alguém?
Foi tão bonito ele ter criado cada coisa e ter dado nome a elas. E ter dado vários nomes a cada coisa, em cada língua um nome novo.
Ah! Será que Deus sente saudade? Sente falta de alguma coisa. Será que ele tem a nós mesmo? Como pensamos?
Eu só queria mesmo saber se Deus tem alguma fraqueza. Alguma falta de fato. Tão absoluto e admirável este Guri.
Eu fiz outra descoberta enquanto sonhava, eu descobri que é formidável e doloroso sentir saudades. Eu sinto tanta saudade. Eu descobri também que o tempo vai me escapando pelos dedos e quando eu dou por mim já estou no instante seguinte. E eu fico me lembrando de outro tempo e sei que jamais poderei voltar para ele. E que em algum momento sentirei enorme saudade do tempo de agora. Isso é tão louco. Não poder rebobinar ou parar no tempo. Estar sempre andando, andando, mesmo parado. Tudo isso é Deus. Porque se não for ele, quem é? Eu acredito em possibilidades. SEMPRE!
Eu sempre rezo ao Senhor, meu pai, mas não essa reza tradicional: Pai nosso que estás no céu. Por que sei lá, ele não está em todos os lugares e em todas as coisas? Ele não está em mim? Ah, deixa pra lá, nós nos entendemos entre nós e temos coragem para isso.
Meu sonho não findou por aqui não, mas é que se chega a um momento em que a mente falha e que não é mais possível colocar em palavras o que se sonhou. É só sonhar mesmo.
Obrigada meu Deus e, amém pela sua existência e pelo seu tamanho, pelo seu significado e, por todos os seus segredos!
ChicO,
08/08/08, hoje é um dia tão bonito, cheio de oitos e zeros! Isso deve ser poético e divino!
Emcabulamento....
Fica rubro quando se mostra!
Prefere o anonimato!
Risos...
Ele é tímido!
29.01.08
ChicO.
Com uma bunda tão lisinha que dava até gosto de beijar!
Com o passar do tempo,
Eu vou deixar crescer os cabelos,
E as rugas, elas próprias, por si só vão envelhecer.
Se quiserem me envelhecer, pois que venham.
Existe botox que me corrige as imperfeições, mas a velhice é bela.
E quando eu já estiver de cabelos brancos, manterei-os curtos, porque assim fica muitíssimo melhor.
Quando eu morrer de saudades, vou fazer um telefonema.
Acho que os velhos nunca deveriam morrer sozinhos.
Um abraço é muito importante.
Mas nos tempos de hoje, desaprendeu-se a beleza do ato. A sinceridade e a importância.
Acho mesmo que chegar aos 90 é de uma dignidade sútil.
ChicO, esquecendo-se de datas!
domingo, 27 de setembro de 2009
É te lambendo o pau, te sentindo, te cheirando, te comendo que te digo que te amo, porque nada melhor que o animalesco para falar em verdade, em sinceridade. Nada melhor como a entrega e seus gostos, acres ou não, pouco importa! Para falar de amor, mesmo que não te lembres, eu me lembro, isso basta, só me interessa que me ame, mais nada!
27/09/2009, um dia nada sexual e nós falando de amor e sexo! É sempre válido.
Esquálido.
No limiar da nossa felicidade, tropeçamos tropecinhos e caímos do cavalo!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
tudo!
Depois, aprendi a poesia.
Depois já posso morrer com algum ofício!
Isso pra mim é viver!
ChicO, entendendo que além de poesia existe o caminho da sala de aula!
11.08.09
Com alguma Poesia
Mesmo que para isso se caia no desprestígio dos desprestigiosos!
E que eles digam que isso não é lá grandes coisas!
Prefiro o encanto da despalavra e do silêncio do que o barulho de quem só fala verdadeiramente, NADA!
A despalavra é o melhor burburinho de se fazer poesia e vida,
É na despalavra que se constroem grandes edifícios suntuosos,
Por isso, nós só fotografamos o silêncio, a dor, a angústia, o desencanto, o amor a felicidade e o etc.
Nada de muito concreto...
QUEM souber tocar e captar essas imagens melhor que um Poeta que... Sei lá o quê. (nos faça essa inveja.)
Dar vida a uma pedra da no mesmo que construir um prédio, só que a pedra terá mais encanto e algum movimento fotográfico e imagético e o prédio só guarda pessoas que não pensam na vida e às vezes, nem têm tempo para sonhar dentro de suas paredes frias cheias de... ares muito mal condicionados!
No mundo, parece melhor ser a pedra do Poeta!
Chico, consciente de que a poesia não é feita para mudar, mas insistimos em ficar perto do ser marginal!
.a poesia é de margem.
11.08.09
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
CARTA DE AMOR
Meu Amor,
Eu só queria te dizer, meu bem, que você tem pelo menos três motivos para jamais me esquecer. Sei bem que nem sei quais são, mas, aí é que está, aí dentro de você há de haver qualquer coisa de mim, de nós. Qualquer coisa de bom que te fiz, um toque,um gosto, um gozo, um gesto... Um gesto muda tudo.
“E nessa hora você vai, lembrar de mim...!”
Às vezes ficou ouvindo o Roberto e me lembro que a voz dele não me agradava até você dizer: O Roberto é genial, o cara é Genial! Eu sempre achei o Roberto um compositor genial, mas para meus ouvidos a voz dele sempre fora um fiasco, um fracasso muito sofrível. Não sei se você realmente gosta da voz do Roberto, mas depois do “genial”, resolvi dar um segundo olhar, uma segunda “ouvida” melhor intencionada e gostar mais dele de algum modo. E se a frase da canção não servir pra você, então que sirva pra mim. Por que muitas coisas me fazem “sentir saudades suas...”
Eu só queria dizer que estou com saudades há dias, meu amor, desde o afastamento do nosso último abraço, isso por que meu amor, meu coração está doendo, transbordando, empacado e carente e espancado de porradas que só o amor e a saudade sabem dar e está só, só de você, de estar longe de você, uma solidão tão grande... Tão imensurável. Pode até ser uma bobagem para muita gente, pode até ser uma bobagem de minha parte, mas eu queria estar contigo, em seus braços, afagado, afogado de amor ou então, te dar outro abraço e de quebra te roubar um cheiro gostoso sem que você perceba, saiba e, um beijinho sorrateiro em qualquer lugar. Eu já cansei de não ser ridículo e é por isso eu escrevo esta carta de amor derramado e meloso e extravasado e muito e forte e melancólico e tudo e ridículo, com este objetivo, ser muito ridículo mesmo! Eu vou ser extremamente ridículo. Ridículo, ridículo e ridículo, ah, dane-se! Quero você para me encher mais ainda de sentimentos, melhorá-los com tua presença e abrir a porta dos fundos da vida, depois de dentro, corro e abro a porta da frente para você entrar. Escancaro, arreganho, e só haverá espaço para você e mim. Para cada passo, só seu, arrastado de sandália ou não e, eu ouvindo cada arrastar seu, encantado, como só os apaixonados se rendem e esses... “detalhes tão pequenos de nós dois”. É, “são coisas muito grandes pra esquecer...” São mesmo.
Eu quero seus abraços, seus beijos e seu jeito de olhar de vagarinho, mansinho, com carinho e calmo e fervendo,eu acho que você me olha fervendo e calmo também, às vezes, eu tenho essa impressão, se você falasse... Confessasse. Estaria tudo em arco-íres e flores, por que eu nunca tive coragem para confissões importantíssimas, eu sempre te roubei as coisas em silêncio, teus sorrisos, seus carinhos, seus abraços, seus elogios, você nunca saberia, não é? Me desculpe pelos “roubos”, mas continuarei te furtando os carinhos. Teu jeito de coçar a cabeça e de ser assim tão... Delicado, eu imagino... Eu adoro!
Eu gosto de ouvir você falar e gosto muito quando você me elogia. Você me elogiou tanto outro dia, já faz algum tempo, mas para mim foi ontem, consigo ouvir ainda, elogiou até eu ficar sem graça, sem saber como agradecer nem agir, só consegui sorri como resposta. No fundo, no fundo eu adorei, porque eu queria mesmo que você reparasse e que me deixasse no estado em que deixastes, e você reparou tão bem reparado e você me fez feliz tão bem feito e fez o elogio tão bem elogiado, por que disse que adorou e eu adorei junto, tudo, todo o efeito dentro de mim, uma felicidade misturada com uma vergonha qualquer. Na realidade eu fiz tudo aquilo para você, mas juro, nem esperava palavras e manifestações, só que você olhasse de relance e talvez reparasse ou nem reparasse muito, sem qualquer gesto de agrado ou mesmo comentários. Eu adoro quando você me surpreende assim. E é em vagaroso silêncio que eu adoro.
Nada poderia ser melhor que isso, se embelezar para alguém e esse alguém perceber. Pena que você não sabia que era só para você. Ou será que já soube e eu é que sou besta?!
Eu imaginei tantas vezes fazer amor com você, ora voraz e animalesco, contigo enfiando os dedos entre meus cabelos soltos em desalinho e me virando o pescoço para dar beijos ali, rasgando minha blusa como se houvessem mil outras para eu me reaprontar, me recompor depois de tudo. Noutrora imagino tudo manso e romântico quase que inocentemente, como se nem se precisasse de movimentos, apenas nos encostarmos com carinho e pronto, eu explodiria tranquilamente!
O que me mata nem é ficar somente imaginando o que poderia ser feito de mim para você e de você para mim se acaso você soubesse desse meu amor por você, desse meu interesse, o que me mata é essa saudade desdobrada de não te ter dentro dos olhos. Tudo que eu olho é meu e se não estou perto de você para te olhar... Perco todo o domínio de mim. Nem precisava ser o olhar do jeito que eu queria, gostaria e desejaria, mas qualquer olhar, qualquer migalha para mim já seria um prato cheio, um banquete real. Caindo do mundo ideal de Platão par o mundo real que só quem não conhece as teorias Platônicas entende e sabe viver melhor. Essa realidade do jeito que eu queria, só não conhecendo mesmo Platão para saber, Só tendo a complacência dessa ignorância que tantas vezes me faz falta de vez em quando. No mais, tudo continua na mesma, a minha vida e o meu jeito de ser. Algum desanimo me toma vez em quando, mas nada que mate. Uma solidão me bate palminhas nas costas como quem diz: console-se comigo. Uma incompreensão de viver sem que as coisas aconteçam como precisariam acontecer para o meu modo de ser feliz abrilhantar-se. Mas hora ou outra sorrio caudalosas risadas com amigos e esqueço até de você por instantes poucos e míseros. Mas tem gente que me lembra tanto você que me esqueço de te esquecer na maioria das vezes. “Não adianta nem tentar... ‘te’ esquecer...” Parece que o Roberto sabe muito dessas coisas...
E eu só quero apenas te rever, a visita do teu amor me faria tão bem, bem-bem, bem-bem meu bem! Vamos só nós dois, a sós, sem nem olhar pra traz, nem, sem termos que ligar pra mais ninguém, ninguém, além d’eu e tu... Mas... “Você nunca ouviu falar em maldição(?) nunca viu um milagre(?), nunca chorou sozinha(o) num banheiro sujo(?), nem nunca quis ver a face de Deus(?)..., só as mães são felizes..." não é Cazuza?! Eu? Eu não. Eu sofro mesmo, um amor bem grade assim nunca é de mais, vivemos de lembranças, momentos que não morrerão jamais! Ai de mim... E, e isso de amar assim, meio solitário, é o que eu sempre digo: “mistério sempre há de pintar por aí...”
Beijos meu bem, muitas saudades
Para sempre de você!
ChicO, te dizendo: “não se esqueça de mim, não se perca de mim, não desapareça...”, eu costumo perder a cabeça, Exagerado! Cheio de um despautério inútil. Para sempre implorando, amores!
Ei, Buarque, “Os amores serão sempre amáveis?”
Je t'aime [eu te amo]
rouge baisers [beijos vermelhos]
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Em Off
Em off ofereço minha poesia junto com um sentimento de dureza quase delicado, invariavelmente delicado e sincero! Tão sincero quanto como quando passarinhos alçam vôo para algum lugar distante. Eu nunca canso de cantar o Amor e achar que ele é singelo como a imagem de coração que, inventaram para traduzir, reproduzir alguma coisa similar a ele próprio. E se você quiser falar de amor e não souber como... Desenhe um coração. Sempre que escrevo eu vou além de mim e desenho o meu coração em palavras animadas. Eu vou no intangível e busco o impossível nas palavras até que elas não digam nada e a sinceridade transborde do ininteligível.
Se eu sofro mais do que fico alegre é porque desejo que os míseros momentos de felicidade sejam mais intensos. Nada melhor que calçar sapatos apertados o dia inteiro para depois sentir o prazer de descalçá-los e enfiar os pés em água morna para sentir, o valor do desaperto.
Machado foi genial quando me disse isso. Nada melhor do que sofrer o dia inteiro, talvez a semana, o mês o ano para ter um segundo de felicidade merecido e valoroso e intenso e bom. Se eu pudesse escolher entre sofre e não sofrer, eu escolheria sofrer só para ter essa sensação quase ínfima e sublimada.
Por isso em off vos ofereço um aperto aqui no fundo do peito do sofrer de verdade que sofro. Eu sou capaz de sofrer calado e chorar pra dentro e sorrir pra fora, só para disfarçar, eu tenho uma constancia no sorriso. Mas no fundo de mim há um eu soterrado e firme que cava terra de baixo para cima só pra ver a superfície e falar para além das minhocas e microorganismos no fundo de nós, para ver a luz e a vida, se vida há. Quem é capaz de se mostrar assim, tão quase morto querendo viver? Eu. Eu vos ofereço minha tristeza para que cuidem de mim e não mais fique suplantada. Dêem à minha tristeza um minuto de felicidade que nós esperamos uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano, dois, três... dói. Mas que sejamos felizes e dia um dia. Que a minha tristeza dê um sorriso por sua culpa. Por sua causa, por sua felicidade e aprendamos assim esse gesto! Por isso, só por isso, eu me ofereço para você em off, no mais puro segredo e disfarce, no mais amostrado de mim que é tão escondido a você, eu me mostro, talvez monstro, talvez corcunda, talvez feio, talvez fera, mas com um toque de esperança e encanto que só os não tem a visibilidade de ser “belo” podem oferecer!
E se fizer bom tempo amanhã, sorriremos juntos com muita franqueza, sendo apenas felizes.
Ah, meu amor, eu quero falar de amor pra você, com você!
Você é o meu maior motivo de sofrer e ser feliz. Sem disfarce nem dores nem soterramentos... Ah, quantos sorrisos poderemos nos dar...
Te ver me causa qualquer transtorno. Um rebuliço em mim, mas eu nem sei se posso sussurrar em teu ao teu ouvido um: eu te amo de vagarinho, pequenininho, miudinho, baixinho, calminho, mansinho. Eu nem sei se poderei te beijar a ponta da orelha um dia, depois do sussurro.
Ahhhhhh, que esperança maldita! Ah, ilusão idiota e infame. Ahh, Ahhhhhhhhh, um grito de amor. Ah o passarinho que não vuou.
Ahhhhhhh, Ahhhhhhhhhhhh, Ahhhhhhhhhhhh, Ahhhhhhhhhhh, Ahhhhhhhhh... O amor. Que mal. Eu bem, que dor.
Eu vos ofereço um amor doído e inteiro!
Chico, em off,porque o feio nunca fica bonito(!!!!?), ah, sei lá...
Mas mesmo assim me ofereço assim mesmo, por que... Gentileza gera gentileza!
04/08/2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Sobre os amigos...
TER AMIGO É A MELHOR COISA DO MUNDO.
Beijar amigo é bom. Porque de amigo a gente gosta, e não haverá erro algum no beijo. Nem desvio nem nada. Abraçar amigo é bom. É quente, é apertado, é gostoso, é demorado, é aconchegante, é profundo. Conversar com amigo é bom. É ser sincero, franco e essas coisas aí... É falar o que só se fala a ele. É poder chorar sem vergonha ou remorsos. É poder desabafar. É calar vez por outra. É conceder que o silêncio venha no meio da conversa para que um anjo passe e o abençoe!
Chorar com amigo é bom. Porque amigo tem um colo para nos dar. Um consolo, ou não. Um olhar qualquer. Um tempo para nossas tristezas. Nossas fraquezas. Até nossas franquezas. Uma bronca, um carinho, um aconchego, amigo quer sempre o nosso melhor!
Fazer nada com amigo também é muito bom, porque com ele o nada pode ser um tudo a qualquer momento. Você pode acampar com ele. Viajar com ele. Ficar aí mesmo, onde está, com ele. Você pode telefonar. Você pode dizer eu te amo pelo fio telefônico, ela vai entender! Você pode tantas coisas com um amigo!
Rir, rir com amigo é ótimo! Ri comigo, amigo! A gente pode dar gargalhadas fortíssimas, altíssimas, risinhos pequenos, de canto de boca. Riso silencioso, que só nós entendemos.
Muitas vezes, nós podemos olhar para ele e ele enxergará nossa alma. Nosso coração abrirá a porta, ele entrará e lá fará moradia. E tudo estará na medida da amizade verdadeira.
Às vezes sem palavras, só com olhares, se fala com amigos.
Amigos são para a gente considerar e lembrar-se deles sempre, em momentos especiais ou fazer de cada momento, um momento especial para eles, com eles.
Dançar com amigo. Levar um amigo para dançar. Dançar é liberar energia e entrar em estado de pura felicidade contagiante. Com amigo, isso é melhor ainda!
Cantar com ele. Só ele pode ouvir sua voz de: cantando no choveiro. Voz de taquara rachada!
Você nunca sabe quando vai precisar, mas eles nunca falham e quando falham, se for amigo de verdade, a gente sempre perdoa. Porque amigo também erra e a gente tem que perdoar, sabe-se lá quando se vai errar e machucar um amigo. Amigo também é para a gente pedir desculpas e ficar tudo bem novamente, para a amizade durar para sempre. Amigo é para todas as horas ou para hora nenhuma. Amigo é coisa de Deus! E eu só tenho a agradecer os meus. Eu amo meus amigos, isso é coisa certa! E quanto mais eu amo, mais amor eu tenho para dar-lhes.
Eu tenho muitos sorrisos para eles. E quando estou triste, eu tenho muitos silêncios e eles compreendem, tenho certeza. Todos os dias é dia de celebrar a amizade.
Por isso eu digo:
VIVA!
Eu gosto de abraçar e beijar amigos. Eu gosto de falar com eles. De saber deles. De estar com eles. De ver o sorriso deles. De estar presente e compartilhar minhas alegrias, tristezas, medos, angustias, ânsias... Eu só gosto de me mostrar fraco diante deles, porque só eles entenderiam a minha fraqueza. Eu tenho amigos grandes e pequenos, gordos e magros, pretos e brancos, heteros e gays, cada um com suas particularidades, fazendo da minha vida um estado de significância plena. E de pura experiência. Mostrando vieses que somente eles poderiam. Eu tenho amigos em outros cantos do Brasil e sei que mais amigos farei daqui até a minha morte! Eu tenho amigo que nunca vi, só falei, escrevi, digitei, e houve algum amor nesse estado de teclância.
Eu adicionei amigos no meu Orkut, e agora tenho amigos virtuais também. Cheios de virtude.
Eu tenho amigos de longe e de perto. Amigos que viajaram e foram para bem distante, mas que estão aqui, comigo, de um modo ou de outro. Tenho amigos bem mais velhos, que me falam da vida, outros bem mais novos, que me perguntam sobre a vida e nesse meio termo eu descobri e vou descobrindo:
Ninguém, ninguém é FELIZ SOZINHO!
Todo mundo tem um amigo e precisa dele!
Eu preciso de vocês!
ChicO, aquele que ama ter amigos, estar entre amigos e fazer amigos...
20/07/2009
É com aquela alegria que vos digo:
Muito obrigado(a) a cada um por toda amizade, carinho, dedicação, pasciencia, estima, franueza...!
Eu sem vocês... nada seria!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Rio
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio,
Rio …
É tanta água em mim,
deságuo,
me inundo,
me afogo, profundo.
Se morro... aaaa, se morro...
e como!
"Águas que movem moinhos, nunca são águas passadas!"
ChicO, nadando até a margem, mas às vezes, indo com a correnteza!
Sabe o que é? A força das águas me levam. Eu me deixo ir, muitas vezes choro pra dentro bem profundo, depois evaporo e viro tempestade!
13/07/2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Amando.



Sabe, não vamos fazer disso um confessionário, mas vejam,
Há dias não escrevíamos.
A poesia havia nos escapado, e algum desespero nos tomava, mas íamos
indo...
Como nem Deus sabe ou soubera...
Nós a abraçávamos com calor e volúpia,
Ela se exauria...
Nós a tentávamos prender entre os dedos das mãos, mas ela,
escapulia, escorregadia e quase estúpida!
Nós a tentávamos mastigar e engolir (para dentro), mas ela, voltava em forma de gofadas e enjôos (para fora),
como se tivéssemos refluxo do nosso alimento mais gostoso.
Depois de vômito, ela evaporava-se diante de nós, como se gás!
Nós a agarrávamos entre as pernas e ela nem thum,
para o nosso modo de Amar!
Eram tantas idéias que nos fugia,
Tantos versos não escritos,
Era a poesia que ia e vinha, mas não ficava.
Depois de algum tempo afastando-se de nós,
rejeitando-nos os afagos,
como se medo tivesse ou alergia e coisa que o valha,
PUZEMOS OS OLHOS NA IMAGEM DO AMOR!
E ela nos voltou,
FELIZ, ALEGRE, SATISFEITA E AMIGA,
Como se nada antes houvera.
Como se nada dantes nos apartasse!
Com um sorriso largo,
abraço largo
e tudo muito bem largo,
Nos abriu, neste inverno, após o S. João,
Os olhos,
cheios de uma ternura imensa!
Os braços,
cheios de apertos e aconchegos quentes!
E,
De mãos estendidas, nos beijou as nossas com afeto, como que cavalheiresca!
Uma “gentleman” moça!
Nos abriu as pernas como se pronta para fazer sexo com muito Amor e desejo e prazer e,
De boca entre aberta nos suplicou beijos vermelhos e de língua,
E como se não concedêssemos o beijo, o que não ocorrera,
Agarrou nossas pernas e deu este tipo de beijo no joelho, como se ali, houvesse boca com língua e desejo e amor e tudo.
Entrou em nós pelo joelho esquerdo,
O amor explodia em nós,
para dentro de nós,
extravasava em nós
e ia para além de nós e,
Em cores:
Vermelhas, azuis, amarelas, brancas, lilases e rosas e tantos outros tons e variedades de cores e possibilidades,
Nos estourava também em palavras,
Só sei que depois disso,
Nunca mais queremos que a poesia nos “refuja”,
Nos rejeite.
Ela é o nosso verdadeiro refugio!
Nosso porto seguro.
Nosso melhor modo de dizer sim!
à vida.
Há vida!
E de abstrair uma dureza em nosso redor, constante.
ChicO, amando em cores e palavras e constatando: existem uniões perfeitas:
A letra e a melodia.
O céu e a terra.
Deus e o diabo.
Palavras e seus significados.
Noite e céu de estrelas.
Dia e luz do sol.
Chuva, lareira, livro e abraço de amor.
Imagem e Amor. É Amor! É o Amor!
Nós e Poesia!
25/06/09
Agradecendo a poesia pintada da Lelê, que nos lembrou com sutileza que Poesia é qualquer coisa e nada, é qualquer coisa e tudo!
Poesia também é Arte-por-toda-parte!
Pintura e poesia!
Obrigada (o)! Agradecemos com se deve, de corpo estendido até a metade, chapéu encostado no peito por respeito e amor e sinceridade.
Depois disso,
mais nada é preciso!
P.S:. Ela nunca nos negou os pedidos. E sempre acertou nos traduzindo em gestos, em cor, em som, em luz, em Arte! ...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
A boca,
A língua,
A vida,
A alma,
A loucura e,
Até mesmo a esperança!
ChicO...
I N F I N I T O...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Um sentimento de vazio quase cheio!
Uma coisa de impotência que não é bem isso!
Uma bomba que bem que poderia explodir e virar texto.
Mas que explode para dentro e vira qualquer coisa.
Raiva, não é, nem ódio, nem amor, nem nada.
É qualquer coisa que também é qualquer nota!
Ah! quer saber?
É um vá se fuder de ordem grandiosa!
Grandessíssima!
Tão grande que não sei tocar, nem sentir direito.
É apenas isso.
Vá se fuder mesmo!
ChicO, num momento de não produção!
15/03/09
P.S: Colocamos as letras de um azul bem manso para o sentimento passar e virar texto ultra vemelho!
domingo, 10 de maio de 2009
Toda norma.
Queremos amar em liberdade!
E se for algum defeito,
por mim tudo bem!
ChicO! 10/05/09
Eu quero a barbaridade de amar e ficar idefeso.
De ser preso e não querer soltura.
Quero-te ao meu lado e por cima de mim.
Tô com saudade de você!
E não quero pedir licença ao entrar!
Se você Puder,
Se você puder me dar a mão.
Que dê.
Me dê.
Eu quero, só quero andar de mãos dadas com você!
Se você soubesse o que ando fazendo por uns beijos seus.
Seu desejo em mim,
se vc soubesse...
O meu beijo é carmim.
Meu desejo é fucsia.
E minha carne treme...
Se você soubesse...
Se você soubesse que roupa usei ontem.
Esperando apenas que notasse.
Um olhar.
Faço-me feio,
Belo,
Para você me notar,
deste ou daule modo,
Mas que me note, anote!
Escreva em mim,
seu corpo!
Qualquer sorriso seu,
eu fico bobo.
Se você soubesse que essa poesia é para você...
Se você soubesse que ando escrevendo muito para você!
Sabe, vou te contar um segredo:
Eu tento esquecer e você não sai do meu pensamento.
Andas em meus sonhos.
E o que fazes neles.
Se fosse verdade.
Se soubesse da minha felicidade no sonho,
me faria feliz aqui.
Me dá uma chance e eu te dou todo meu carinho.
Quer ser minha namoradinha?
A Bethânia me cantou uma música ontem,
Eu lembrei de você...
Ela disse assim:
Amores são águas doces,
Paixões águas salgadas,
queria que a vida fosse essas águas misturadas...
Era isso que eu queria!
Qualquer coisa de maré em nós.
Que a correnteza te truoxesse aqui.
Pra mim.
Eu.
Você.
Nós dois, água misturada!
ChicO, amando desesperadamente!
10/05/09
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Delírios em nossas cabeças!
Que permaneçam!
ChicO, Empoemei-me, empoemou-se, empoemaram-se, empoemem-me, empoemado, empoemando, Empoemaram-me! Vixe, danou-se!!
11/05/09
O acidente
Eu ouvia música alta e escrevia meu trabalho para a faculdade...
Só ouvi a freada e o baque estrondante:
Bommmmm.
Pessoas gritavam... Corriam em direção ao portão. Constatavam osinal que o barrulho os dissera antes: os corpos, no meio pista e bem em frente ao portão do condomínio.
O motorista fugiu. Não se sabe bem se homem ou Mulher. Segundo as línguas que fofocam sobre, e que são muitas, era uma mulher. Sua placa fora anotada, mas não temos notícias de quais foram às conseqüências que sofreu, além do seu carro amassado. E se tiver alguma, consciência pesada por ter matado e ferido pessoas, sim, pessoas!
O ciclista ficou muito machucado. Parecia querer e insistia em levantar, mas não conseguia, tinha duas fraturas, uma em cada perna, escoriações e feridas espalhadas por todo o corpo. Tinha também, sua bicicleta partida ao meio com a roda completamente amassada.
Um homem o queria ajudar a levantar, mas não o fez, graças aos olheiros curiosos que o impediram. Os olheiros curiosos ao menos sabiam que não se deve tocar em vitimas nesta situação. O asfalto estava quente e devia estar doendo muito. Ele gritava “oi” “oi”, gemia sem parar. E queria porque queria levantar. Não conseguia...Tinha muitas dores e um sol maltratando. Quem viu o acidente, disse que eles, os acidentados, voaram. Voaram mais alto que o muro do condomínio, tamanho foi o choque. Pelo barulho que fez, dava até pra calcular que boa coisa não foi.
Muita gente na pista, queriam ver. Ver a miséria dos outros, sem muita piedade ou até com alguma. Mas este seria o assunto do resto da semana, ate esquecerem que existiu uma senhora que morava no mesmo condomínio que eles e que tivera sua vida brutalmente arrancada. Ver e não parar de ver. E saber cada detalhe com muita curiosidade e frieza.
A SAMU chegou. Demorou mais do que o necessário. Mais do que meia hora. Chegou com um alto-falante, pedindo para que as pessoas saíssem da pista e assim, pudessem trabalhar, mas a curiosidade foi maior e ninguém se movimentou.
Queriam era saber, saber quem foi, como foi, que carro foi...
Nesse ínterim, antes da chegada da SAMU, o corpo da Senhora fora coberto pelos moradores, vizinhos próximos. Sua filha já estava aos prantos, tremula e desesperada em ver a mãe no chão, pálida, sangue escorrendo do talho profundo feito em sua cabeça, perna virada, roupa suspensa e morta. Só que a filha tinha a esperança e o desejo de que ela estivesse viva. O porteiro, que assistia tudo, completamente parado, por ser sinalizado, cedeu a cadeira em que estava sentado para a filha da Senhora.
E se ficasse viva, sabe-se lá Deus com quais seqüelas ficaria... " Deus sabe o que faz!"
Ela, a filha, gritava e chorava. Eu vou como a minha mãe. Eu quero um hospital particular. EU PAGO. EU PAGO, dizia ela!!! Suas vizinhas de prédio tentavam explicar que o procedimento não era aquele, que o primeiro atendimento realmente tinha de ser feito num Hospital Público, Roberto Santos Ou HGE, mas ela não queria saber, queria a mãe dela bem tratada, fora daquele chão e daquela demora dos primeiros socorros, daquela humilhação de morrer daquele jeito. Talvez este não seja o melhor jeito de morrer.
Algum Espírita, Cardecista, comentou ao meu lado que seu espírito, talvez estivesse ali, olhando para o próprio corpo. E que talvez não aceitasse a própria morte. Morrer assim parece que não cabe para os espiritualistas, nem pra mim, francamente...
A amiga da morta solta a fase ao meu lado, creio que ela seja católica: "Meu Deus, uma mulher que acreditava tanto em Deus. Como pode?? Acreditava em Deus até ao atravessar a rua..." Elas eram muito amigas.
E agora? Aquele corro acabou com a vida da amiga. Com quem ela vai conversar e qual a última lembrança que vai levar da amiga?
E a filha?
E o neto?? Que chorava com a namoradinha abraçada a ele...
" Ele dizia ao ver o desespero da Mãe: Não mãe, eu vou com minha Vó!"
A SAMU termina os primeiros procedimentos com a Senhora enquanto o outro carro de atendimento chega. A SAMU não sai ao colocar a Senhora dentro do Carro...
Isso é comentado pelos curiosos. Eu tenho a impressão de que ali já havia sido confirmada a morte dela, mas como elas só dão os primeiros socorros e somente um médico pode dar o veredito...
Esperasse até o ciclista também ser atendido. E só então os carros saem levando os feridos... Não sabemos de mais nada depois daí, só da morte e do enterro dela, que fora no dia seguinte às 4:00h da tarde!
O que será que pensa a pessoa que tinha tanta presa naquele carro?? Tem dor de consciência?? Quantas vidas ela atingiu em paralelo a da Senhora?? Hum... Como anda seu psicológico?? Talvez tenha remorso e culpa. Não sei bem qual o tipo de sentimento que "posso" ter por ela...
A semana acabou e os curiosos ainda comentam o que viram... Mas daqui a pouco esquecem. O jornal deu uma nota mínima comentando a morte, sem dar muita importância, sem informações mais abrangentes e o assunto ficou encerrado.
P.S: depois da nota no Jornal, achei que aquela Senhora merecia mais do que aquilo. Aquele texto mal escrito e com miseras informações. Acho que ela merece ser imortalizada aqui. Ela não é apenas uma informação para o cantinho do jornal, ela é uma vida interrompida! E tantas outras são tratadas assim todos os dias...
Que descanse em paz!
Que descansem em paz todos os mortos!
ChicO. 06/05/2009.
Outro P.S:. Estou estudando sobre violência, numa matéria de literatura. É tão diferente falar sobre violência e ver a violência perante os olhos...
Como as pessoas reagem diante da morte. Não há mais sentimentos, só curiosidade de ver o outro num estado indefeso e sem volta.
Morrer antes era sagrado, era ritualístico, sentimento...
Agora, na sociedade do espetáculo... Cada morte é apenas mais uma morte. Mais um espetáculo. Amanhã teremos outro e outro e outro...
sábado, 25 de abril de 2009
Gabz: uma nota musical
feito uma cigarra, até estourar, cantar.
"Eu canto porque o instante existe!"
Então cantes.
Teu nome é mesmo musical:
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Posso ouvir o violão sendo dedilhado:
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
O som saindo perfeito e harmonioso:
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Cada nota musical:
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Infinitamente, você é música e há de sê-lo sempre!
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Quando triste: Cantas?
Quando feliz: Cantas. (?)
Quando Só: Cantas.
Quando com amigos ao redor: Cantas.
Quando com violão: Cantas.
Quando na escola: Cantas.
Quando amando: Cantas.
Até quando chorando: Cantas (?)
Quando andando: Cantas.
Brincando: Cantas.
Falando sério: Cantas!
Em tudo ... Cantas...
Quanto mais cantas... Mais ouvimos seus cantos de qualquer canto!
De onde estejamos...
Onde estejas: Canta!
E ficaremos Felizes ouvido muito:
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Gabzgabzgabzgabzgabzgabz
Eternamente, essa nota musical!
ChicO, fazendo versos com música para você!
P.S: : "Música é vida interior,e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão"
Jamais estaremos Sós!
25.04.2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
EXPERIMENTANDO A PALAVRA:
Adorável.
Adorável.
Adooorável.
Como é bom Adorar..
Você já experimentou?
Eu quero dizer....
Ei, Eu te Adoro! Ei, Eu adoro você!
Adorar é exagero. Eu sou exagerado...
Infinitamente...
ChicO,
24/04/2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
AS CANTADAS...
Ele falou:
Eu só tenho a certeza de que você existe!
Ela respondeu:
Como é que você tem tanta certeza da minha existência?
Ele respondeu:
Porque você está aqui em pé!
Isso foi quase uma cantada!
*********************************
Outra cantada:
O moço, de nome irrevelável, pelo teor da conversa, perguntou a moça:
E aí, eu nessas carne??
Isso foi quase uma piada, se ela tivesse rido!
Moral (menor) da história: Morreu solteiro!
Moral (maior) da História:
Não se faz mais homens como antigamente!
ChicO,
17/04/2009
P.S:. mas eles são apaixonados por ela!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Empoemar-se...

Por Poetinha, a minha linda, querida, amada Poetinha Encantada!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Coisas de Amor!
implacável.
insaciável.
insubstituível!
Quem poderá viver sem ele?
em matéria de beijo eu sou...

Tantos
Quantos
Necessários
Beijos
Dar-lhe
Todos os beijos
Que imaginei
Pata ti.
Dar-lhe,
Assim,
Minha língua
Desejo
Saliva.
Salivarás
O melhor
De mim.
Por que
Em matéria de
Eu sou
Todo
Sentimentos.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Relação Eu-Mundo!
Dei-me mal, me dei bem. Muito e bastante me dei.
Dei-me até quando não pude.
Dei-me todo, tudo. E tudo...
Não tive outro jeito,
Juro.
Nem,
Uma segunda chance!
O que tive foi um mundo duro.
Que não há nada no mundo que o amoleça.
Não há eu mole que o amoleça.
Não há.
Não há possibilidades,
Não há a menor possibilidade.
Há crise de todos os gêneros.
Há.
Há tantas coisas...
Há crise em todos os cantos,
Há tantos cantos.
São tantas sujeiras,
São tantas guerras.
São tantos amores...
Tantos, tantos, tantos amores e, no entanto,
Há tantas noites sozinhas e sem desalento.
As noites são sempre tão sós.
Nunca se desatam os nós.
Ai de nós!
O mundo me gritou suas regras.
Eu deveria ter a minha própria,
Mas,
Vejam só,
Estou só.
E o mundo é vasto mundo.
Eu ouço a voz do mundo.
Ele não me ouve.
Eu silencio.
Eu grito aos berros...
Eu morro aos poucos e,
Nada nos resolve o dilema.
A nossa relação é continua e conflituosa.
O mundo me deu a fome.
Eu o obedeci
E ele me deu a vontade de comer.
Eu me perdi de fome.
Na fome.
Eu delirei.
Eu caí.
Caí no dissabor.
Caí num buraco de sete palmos, profundo.
E no fundo,
Caí em mim.
Pra dentro.
Entrei.
Caí de fome em mim.
Comi a mim mesmo e,
Não sei mais o que fazer.
ChicO,
01/04/09
Hoje é o dia da mentira e eu menti.
quinta-feira, 19 de março de 2009
O Coisa.
Nem que seja rápido, relâmpago,
Mas que fulmine, por favor.
Eu preciso de um aperto.
De apego.
De um chamego qualquer.
Tornei-me um qualquer,
Conformo-me com qualquer coisa.
Coisa que valha.
Qualquer coisa que valha a um “coisado”,
Como eu!
ChicO,
E se eu quiser falar com Deus ? !
19/03/2009.
E que neste Rosa eu deixe transparecer qualquer coisa da minha ALEGRIA AGONIADA!
quarta-feira, 18 de março de 2009
ANDO TRISTE...
Meu mundo de girar. Parou!
Quebrei-me em mim,
Meu Deus, de onde vem minha tristeza?
Que vá para a puta que/quem a pariu!
Minha solidão me acompanha,Minha lágrima esqueceu-se de rolar.
Até tu Brutos? Ou será bruta?
Meu coração tolo e persististe ainda bate, batidinhas bestas.
E esse meu sopro de vida, me agonia!
Deus rascunhou-me, já estava cansado de criar pessoas e, me fez feio,
de um rascunho mal feito, sem graça, num papel amassado, sem vida!
Botou-me, ou será que me jogou?
Num mundo de medo latente!
Sinto um frio constante e num calor infernal.
Tremo!
Minha mente nem sabe de nada, funciona isso sei, mas só que saber me irrita!
Tenho medo!
Jamais tive aquele colo quentinho, nem quero mais... Acostumei-me. Deixa para lá.
Tenho um sorriso que não se mostra,
e minh’alma anda solta, está fora do corpo!
Sou um erro! Erro divino!
Perdoe senhor, sem ofensas, mais é assim que me sinto hoje e isso já faz algum tempo.
Minha inutilidade me cansa!
Um cansaço mórbido e demorado!
Não sai de mim, está fadigada!
Tenho fome!
Preciso de uma “licença poética” para vir melhor as coisas da vida.
Me dão licença?!
ChicO.
Sem data.
p.s:. Gostaria de salientar que não hé tristeza alguma em mim. Isso é apenas um poema.
terça-feira, 3 de março de 2009
Flores...

Elas me dão ar,
Eu respiro e pronto.
Nunca agradeci. E até maltratei, confesso.
Já pisei flor.
Amassei, cozinhei, comi, fritei, fiz de escaldado, moqueca, gosmei flor.
Já as tirei de seu habitat só para enfeitar a minha mesa, o coração de uma moça ou a festa de formatura, casamento...
E onde tem placa: não pise a grama.
Meu Deus, inúmeras vezes eu pisei e piso, sem considerações.
Sou mal agradecido.
E sei o trabalho que elas têm e fazem ali.
Se algum dia eu parar de respirar...
Não vou culpar as flores.
Nem teria esse direito.
E quando elas tiverem cobrindo meu corpo sedento no momento de minha morte,
Complacentes, solicitas até e até solidárias a mim, chorosas e cheirosas, eu diria ainda.
Não poderei mais chorar nem pedir desculpas.
Tarde de mais.
Elas são boas.
O homem é que finge saber das coisas, mas não sabe.
O homem não sabe agradecer nem pedir desculpas.
Um homem sempre cospe no prato que comeu.
E ainda por cima,
Reclama.
ChicO,
Por que ás flores tem espírito, cheiro, sensibilidade, bondade e os homens...
São apenas isso, mal educados e mal agradecidos.
p.s: ando descrente da "inteligência" humana!
Ai Homem, ai homem, aonde pararemos com toda nossa esperteza?
03/03/09.
segunda-feira, 2 de março de 2009
. . . Invencionices . . .
Lelê Queiroz!(A que nos traduz e "converte" em forma de imagem do jeito que adoramos! Obrigado (a)!
Quando estavamos tistes, veio uma Poetinha, como um anjo, e disse: vai ChicO, ser ser gauche na vida! Eu vim. Vai ChicO, escreve. Eu escrevi.
Eu inventei a nossa casa,
Era uma casa mesmo, não era apartamento.
Tem o tamanho ideal.
Nem grande nem pequena.
Ela é branca,
E tem uma das paredes vermelhas.
Há um quadro nessa parede e ele fora pintado por você.
E tudo ficou harmonioso.
A janela é de madeira e tem tramela.
Fica bem aberta e o Sol entra.
Tem um jardim e uma cerquinha, igualmente branca, e pequenina, que eu pintei.
Mandei colocar um pequeno muro, nele dois "buracos":
Um com uma caixinha para cartas normais e o outro com outro caixinha,
No outro tinha escrito:
P.S:. Eu te amo!
Só para nossas cartas.
Nós as escrevemos à mão e não precisamos de carteiros, apenas remetentes:
Eu remeto para você e você para mim.
Nossos Filhos também gostam de cartas,
E no dia das Mães e dos Pais ou dias afins,
São garantidas duas cartinhas lá.
O jardim é lindo e eu contratei um jardineiro e tudo, para cuidar das plantas, pois sou desajeitado.
E elas são vistosas como você.
No meio do jardim há um caminho, que dará na porta,
Eu o mandei ladrilhar só para você, meu amor, passar!
A casa tem dois andares.
Fiz o quarto das crianças, cada um o seu.
Nossa filha tem uma boneca de louça de nome Menina e apelido Nina.
Nossa filha se chama Haia. Como sua escritora preferida.
(Haia, significa Vida em aramaico, por isso você escolheu.)
E ela sempre dorme abraçada à boneca.
Você deu a boneca a ela, e por isso ela a ama tanto.
Ela tem a sua beleza.
Nosso filho tem o carrinho predileto e um cavalinho de pau, que adora, só porque foi você quem deu.
Nossos filhos te admiram e eu também.
Nossa casa tem uma lareira para as noites de frio.
E uma estante enorme, perto dela, cheia de livros para aguçar a imaginação das crianças e também à nossa.
É nosso canto perfeito!
As crianças sempre se sentam na poltrona, à noite, me puxam pelo braço e gritamos você.
Eles chamam:
-Mãe!
-Mamãeeee, lê pra gente!
Eu só faço olho de pidão.
Porque você é quem lê mais bonito. E nós nos apaixonamos mais pelas histórias, quando lidas por você!
É que você tem um encanto diferente.
Em nosso quarto há a nossa cama, de madeira de Jatobá.
Ela é ótima!
A nossa casa é de telhado. Não há goteiras, mas se elas aparecem, nós secamos o chão juntos.
Eu gosto de cozinhar para você, porque você diz adorar minha comida, então a cozinha é minha e a louça também!
Nós também brigamos em nossa casa, mas sempre - sempre fazemos as pazes e fazemos amor para pedir desculpas e celebrar o perdão.
Nós fazemos amor também quando estamos felizes, apenas para celebra a alegria, o companheirismo e nossa união, na cama nossa, nosso prazer!
Nossa casa tem um romantismo bestial.
Como só os românticos podem ser.
Você é uma Mulher independente.
Você é uma Mulher, independente de qualquer coisa.
"Você é linda porque é!"
Você é linda e "Pós-Moderna!"
Foi você quem me disse isso:
- Eu sou pós-Moderna!
Pós-Moderna e Romântica, paradoxal, só você poderia ser assim.
Você tem bolsas enormes e guarda tudo dentro delas.
O espelho foi você quem escolheu e toma uma porta inteira do guarda-roupa, e olhe que a porta é grande,
Mas você diz:
- Eu quero me ver toda!
Eu acho graça.
E você se arruma diante dele com todo charme e vira a mais bela das belas.
Mas sem ele você já é bonitona.
Mas mesmo assim você diz:
- O que se faz de uma mulher como eu, sem um espelho como o meu?
Vaidosa, você, Eu gosto disso!
Gosto de tudo em você, de você e por você eu gosto!
Nossa casa está te esperando.
-Você quer namorar comigo?
-Quer casar em seguida?
-Podemos ter filhos...
-Você gostaria de morar nessa casa?
Sim, isso é um convite!
Está tudo pronto para quando você chegar.
Mas veja bem, você pode colocar o pé na mesinha de centro onde pus um jarro com flores de laranjeira.
E você pode rearrumar a casa como quiser, do modo que quiser, a seu modo,
Afinal,
A casa é sua.
ChicO,
tentando fazer um texto leve!
27/02/2009.
"Já entrei contigo em comunicação tão forte que deixei de existir sendo. Tu tornas-te um eu. É tão difícil falar e dizer coisas que nunca podem ser ditas. É tão silencioso.Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois?Dificílimo contar: olhei pra você por uns instantes, tais momentos são meu segredo.Houve o que se chama de comunhão perfeita...Eu chamo isso de estado agudo de felicidade."
Haia Lispector. (Ou Clarice).
É isso aí!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Eu te amo a torto e a direito.
Eu sonhei com você.
Eu sonhei com você!
Eu sonhei com você...
Eu sonhei com você o sonho mais louco.
É que seu corpo se fazia meu corpo.
O teu nariz fungando em meu pescoço.
E tuas mãos me invadindo toda.
Tuas pernas enlaçando minhas coxas,
E eu não mais sabia de que se tratavam pernas.
Pernas se tratavam.
Coxas se comiam.
Apenas isso!
Tuas ou minhas. Minhas ou tuas.
Que de tão tuas, ali, eram minhas...
Tão minhas. Só minhas.
Eu tua. Só tua. De tua. Por tua, sempre, ali, você, eu tua!
Teus braços, braços de proteção.
Teu cheiro era a solução.
Era o meu quinhão!
Teu beijo me invadia certa.
Tua língua em boca aberta.
Naquela hora,
Já não existiam horas, já nem eram horas.
Dois corpos juntos,
Jogam o resto fora.
Naquele instante só restou nós dois,
E o gemido que se deu depois,
Do teu prazer enlaçado ao meu.
Meus seios ainda presos em tuas mãos.
Ao fundo uma linda canção,
Falando de Amor só pra mim e por ti.
Nós dois jogados no tapete ao chão.
Quando teu sexo penetrou no meu
Eu despertei do/ para o melhor de/ em mim.
Ah, me diz agora que acordei assim.
O que é que eu faço sem tuas mãos aqui?
O meu peito vive a sucumbir
Aquele amor do sonho de ainda pouco.
Agora vou me deitar de novo,
Pra ver se sonho o sonho mais um pouco.
Mas desta vez, eu juro:
- Esquecerei de levantar!
Estou "torto", estou "direito", estou louco por ti!
O que poderemos fazer?

13/02/2009
ChicO,
ultimamente, ando pensando “naquilo-você!”
E você?
P.S.2:. isso é uma carta de amor (rídicula), muito mais que um poema erótico!
Outro P.S:. esse poema me "veio" depois que resolvi prestar mais atenção na canção:
Eu te amo
do Tom Jobim - Chico Buarque/1980
sábado, 14 de fevereiro de 2009
O CARALHO A QUATRO

Poetices à parte, eu gosto tanto de Poetas. De tantas porras que eles nos ejaculam na cara. Eu só não os conheço bem, é cada coisa. Mas, eles sabem de sexo. São tão sensuais, sexuais. Eles podem falar de pedras, e, simplesmente, sexualizá-las, erotizá-las, transformá-las em plumas levíssimas ou pesadíssimas. Tanto faz.
Bem que eu gostaria de MELHOR conhecê-los MELHOR.
Eu sou de umas loucuras insanas, eu gostaria de ser Poeta. POETA! POETA. POETA. POETA. POETA. Assim, Duro, como convêm. Nu e cru e com as mãos no bolso. Em primeira Pessoa apresentado. Ou mole, que seria tão conviniente quanto. Porque isso é em qualquer que seja a circunstância.
Não me canso de absurdos e abusos. Sou um apaixonado deles...
Fazer poetagens (poetagens = poesia com sacanagem!). Escrever Poetices (Poetices = Poesia com Maluquices). Eu faria com prazer... Baixarias poéticas. Encontros e mais encontros, baixos, chulos, mas, a cima de tudo, cheios, transbordando de poesia, loucura e devassidão cheirosa.
Pertencer à tribo dos Poéteis*. (Poéteis* - o mesmo que: pertencente à espécie dos Poetas, doidivanas. POETeiros.) Deve ser uma delícia absurda.
Se sou POETA, grito! Mesmo escrevendo em silêncio. Isso é segredo exposto. Eu me calo. Me entupo. Me abro. Me como. Me coma. Me estupro. Me caio. Me ralo. Me quebro. Me dôo. Me dou. Me sou. Me feliz. Me digo, Me coisas. Me coisas... Me tantas coisas... Me saio. Me fujo. Me encaro. Me olho. Me não vejo. Me vejo. Eu vivo sonhando. Me sonho. Meu último sonho foi ser dois. Em uma faceta, era grave como um Deus. Em outra, era Homem. Humano, d-e-m-a-s-i-a-d-a-m-e-n-t-e HUMANO e menino, talvez... e talvez um competente entusiasta como se Poeta pudesse.
Me sofro. Me alegro. Me jogo. Me medo. Me corajoso. Me ensaio. Me digo. Me entrego. Me choro. Me imploro. Me canto. Me conto. Me encontro. Me cruel. Me sou fatídico!
Assim tive coragem. Mesmo com medo. Tremendo Medo. Me fui. Me sou. Me vou. Me continuo indo. Já posso voar. Sem asas. O penhasco foi o meu desafio. Aprendi ali. E escrevi tudo.
Quando dei por mim. Virei ave. Fui morar em Shangri-lá que fica nas proximidades da Passárgada dele**!
Pronto.
Sou Poeta!
Só me enterro em meu Sonho!
E com esse nome.
Qual nome?
Poeta.
Ser Poeta com todas as suas conseqüências: esculturado e esculpido ou cagado e cuspido Poeta.
papéis, lápis, borrachas, canetas vermelhas e máquinas de datilografia,
Se convier e o dinheiro der... Um “laptop” pop, pós-moderno!
Se eu fosse tão poeta, morreria mais um pouco, viveria mais um pouco, comeria mais um pouco, pararia mais um pouco, fuderia mais um pouco ( e repetiria, mais um pouco). Arregaçaria mais um pouco. E diria mais um pouco:
“CU é lindo!”***
Obrigado a quem teve paciência para este texto e muita fé na Poesia! Porque essa é uma profissão de fé!
Muita poesia neste mundo imundo mundo do mundo dentro (in) mundo mundo fora!
Amém por isso!
Ai ai, é tanta poesia que Deus benza viu!
Notinha de roda-pé vermelha:
**Manuel Bandeira.
***Adélia (>>>Linda-linda-linda-linda) Prado.
**** Carlos Drummond Andrade.
(>>>Linda-linda-linda-linda) Grifo meu!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
SENHORES LEITORES S.A.

Informo que a DPM – Departamento de Poesia Mundana Ltda. Encontra-Se regularmente inscrita no Cadastro de Prestadores de Serviço da COMISSÃO DE LEITORES BRASILEIROS S.A., havendo fornecido poemas e textos como instrumento de leitura, sendo assim, servidor de vossa senhoria, caro leitor!!! Tendo como responsável técnico o Descobridor de Poesia Mundana ChicO’s Inspirato Santos, “Crea s/n” pois só trabalha com letras. Compreendendo o período de: desde quando começou até... não poder mais escrever, morrendo! Os “equipamentos textuais e/ou poéticos” foram/serão fornecidos dentro do prazo contratado e os serviços foram/serão executados de acordo com os requisitos técnicos exigidos, tendo apresentado desempenho satisfatório, Até então, eu acho!
Objetivo: Sistema Supervisório de Controle e Permanência de Leituras Literárias.
Número do Pedido: 01.
Valor do Pedido: A definir. No momento, impagável!!
ESCOPO DO FORNECIMENTO
Fornecimento de equipamentos textuais, poemas e serviços para implantação do sistema de leituras regulares, aquisição de conhecimento, historiados para gerencia de novas leituras e venda de livros no território: Terra Brasilis!
1.1. Equipamentos
Foram utilizados os seguintes equipamentos:
1.1.1 Computador
1.1.2 Lápis
1.1.3 Borracha
1.1.4 Papel
1.1.5 Caneta
1.1.6 Máquina de datilografia (hiper antiga).
Salvador, 02/02/2009 ChicO.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Uma Mileide.

Eu estudo letras, foi por acaso, qu’eu gostei disso. Caí lá na “Amado” e fui amando e tentando fazer bem feito. Tudo que fiz foi com carinho, dedicação, ação e o melhor de mim. Nada do que sei, ou ganhei ou busquei ou perdir, foi em vão. Se ganhei ou se perdi, aquele foi o meu máximo. Foi o que mereci e o que pude no momento, mas sempre posso mais um pouco. Eu forço, me esforço e consigo. Se dez ou zero, não importa. Se passei ou se perdi. Não importa. Eu fiz o melhor, eu dei o melhor, eu sorri o melhor, eu chorei o melhor, eu gritei o melhor eu escrevi o melhor de mim, mas nem sempre eu li o melhor dos outros. E isso é assim mesmo! E é com o melhor que estou aqui. Que cheguei aqui e com o pior também. Aqui eu me dei quase toda. E aqui estou. Disponível para agora e depois, ainda!
Eu fico desesperada e furiosa com certas coisas, mas eu enfrento sempre. Meu medo é o pior de mim, mas eu sigo em frente. Pernas tremendo, vergonha, frio na barriga, voz quase sumindo, mas, com o disfarce de mulher segura que sempre cola e, Olhos a diante, cabeça erguida. Direção? Meu foco. Vez por outra olho pro chão também, às vezes há moedas reluzentes e eu saio ganhando.
Eu nunca me esqueceria de dizer: SOU NEGRA! Eu nem nunca me envergonharia de gritar: SOU MESMO! Mentira, melhor ainda, eu diria: orgulhosamente o sou. Não negaria jamais em tempo algum. Não posso lhes dizer que sei ao certo o que isso significa, dignifica, amplifica e quais são todas as conseqüências, mas eu adoro meu estado permanente de nascença, meu modo, minha carne, meu jeito, meu tudo, meu espírito, meu orgulho, minha cultura, meu cabelo, meu corpo e meu fenótipo e minha inteligência. Minha pele toda preta. Eu adoro as descobertas que faço de mim mesma. Porque eu sou uma incógnita perfeita, verdadeira e quase... Indecifrável.
Eu me olho todos os dias e é sempre um olhar novo, e um Eu todo renovado. Eu vejo as diferenças do ontem e de agora. Eu não acho nada nem melhor nem pior, apenas diferenças e/ou mudanças. Meu espelho não mente e me diz da beleza que há e que não há em mim. Não sou “Narcizica”. Mas nasço e morro diante de um espelho. Ele me diz: siga em frete. Joga-te. Nada. E eu vou, obediente que sou. Por isso olho para ele (mim) todos os dias. Sou capaz de morrer todos os dias, só para pagar pra ver, isso sempre há de valer à pena, porque é um passo a mais, um posso a mais e um possuo a mais!
Minha liberdade é limitada, mas ultimamente tenho andado solta. Eu saio por aí toda corajosa. Eu digo coisas que nem imaginava poder. E olhem só: eu posso. Eu posso e possuo o inimaginável.
E eu posso quase tudo que eu quero. Só não posso ainda o que ainda não sei que quero, mas hei de querer e saber. “Querência” é meu estado pleno, eu vivo assim... Querendo.
E se quero, posso e possuo, então meus caros: Xeque-mate!
Eu me importo com o que os outros falam, sim eu me importo, principalmente certas pessoas. Não ousaria dizer que não dou à mínima. Minha consciência me acusaria depois, todos os dias, ela lateja. O que eles falam tem peso, medida e importância. Uns mais leves outros bem mais pesados, mas eu me importo sempre e muito, eu vivo dessa importância e com essa impotência, ela é minha fraqueza, minha franqueza mais leal. Se eu pudesse seria auto-suficiente. Mas eu sou é dependente! E pronto. Ponto.
Humana.
É demais e exageradamente que eu sei. Sou. Fui. Vou.
Caminhando e cantando e seguindo o caminhão, o caminho, a canção. Eu danço no ritmo, mas se quero, eu saio da estrada, eu perco o chão, me saio e sou feliz assim mesmo, só que sempre no limite. Se extravaso, isso também é limítrofe.
Eu tenho mania de amar as pessoas. Eu solto e mando beijos vermelhos, eu as abraço e gosto mais dos abraços apertados e bem encaixados. Eu gosto de carinho e delas (pessoas! Sempre muito humanas e imperfeitas)!
Eu falo muito, às vezes, mas noutras eu me calo. O silêncio em mim é vital. Há de ouvir o silêncio. Sua sabedoria é plena e universal, quem aprendeu isso, e sabe como usufruir dele, não esquece e aproveita! Shiu, silêncio, estou pensando, falando comigo mesma. E, Essa conversa é massa!
Eu aprendi a perder e a ficar triste, mas meu sorriso é mais forte e na dor eu ainda continuo aprendendo. Eu também aprendi a sorrir, isso seria inevitável. E meu espelho grita: vá em frente e eu vou. Já disse que lhe sou obediente. É que, há uma mulher no espelho. Ela me encoraja. Ela é bonita, charmosa e usa dourado (Janaina). Uma parte de mim que quase desconheço e mereço e respeito incondicionalmente. Uma espécie de Eu-Deusa que eu quero!
Morrer sempre foi um grande dilema porque eu nem nunca pedi para nascer. Nascer foi fatídico, quem me conhece sabe. Eu sei pouco disso e desse me passado pretérito, vale até a redundância. Mas nem sei se quero saber, só às vezes é que eu quero, na maioria, me esqueço. Só sei que nasci sozinha. É disso que me lembro. E a solidão me acompanhou desde então e desde então eu venho gastando ela, a solidão do funda da minha alma. Mas eu tenho bons amigos e eu os adoro e amo (sozinha?). Eu achei uma família e eu os adoro e amo (do meu jeito, sozinho de ser, ver, viver e encarar as coisas). Acho que eles não têm consciência de todo o meu amor. Mas amar grande/ muito e no escuro e escondido, sem ninguém saber, também é gostoso. É digno, apesar de Solitário. Mas a minha solidão de multidão, faz parte do meu show, meus amores, meus amores.
Eu tenho muitos desejos, mas não quero que ninguém se importe com isso, nem comigo, eu odeio incomodar desse jeito, só gosto de incomodar de outras formas, boas é claro. Isso é cultural, eu suponho!
Eu sempre faço suposições e indago sobre a vida dos outros e sobre mim ( eu não sei tudo de mim, graças a Deus!), apesar de achar esse meu interesse ridículo eu insisto. Porque insistência faz parte de mim, é meu constituinte. Eu quero saber o quê, com quem, onde e como ocorreu o que ocorreu! Eu quero saber tudo, absolutamente. É uma curiosidade misturada com uma falta de educação consciente que me persegue. Mas eu não mais ligo para isso. Aceitei meu estado de mal educada!
Eu não entendo nada sobre o Não e seu negativismo! Eu busquei qualquer coisa de lírico para minha vida. Eu ando encontrando, catando, rastejando, desejando, implorando, comendo, tomando, sugando e chupando vorazmente o lirismo para mim.
Eu acho a matemática de uma lógica que é só dela. Eu nunca entendi porque que dois mais dois tem de dar tão somente quatro. Tudo bem, que certas coisas têm de ser previamente estabelecidas, mas Caetano falou que talvez esta soma pudesse dar cinco. Eu acredito no Caetano. E têm mais, os matemáticos se acham tão lógicos... Que engraçado. Mas não se há aqui de negar que há beleza nisso e até lirismo! Por isso eu gosto da matemática, mas não me venham com logaritmos, nem baskaras, nem polinômios perfeitos. Eu sou das matrizes. Da matriz identidade(um, um, zero, zero, na diagonal) .
Escrever é minha cocaína. Minha droga forte. Meu alucinógeno. Eu fico alucinada. Eu vendo tudo da minha casa e saio para comprar um lápis, papel e uns minutos para a escrita. (como se isso tudo também fosse comercial). Eu paro tudo e vou cheirar a minha droga, a minha dependência.
Minha dependência é licita!E eu cheiro até o fim, não deixo raspas, sobras ou restos. Não divido. Não dou. São minutos de prazer exemplares. Indolores. Eu amo o que faço. E faço pornograficamente o que amo. Amo, sobretudo, quando faço pornograficamente o que amo. Eu dispo palavras, desnudo-as. É assim que elas nascem, nuas, viris e quentes. Eu me ajoelho diante delas em posição devota e a lascívia começa. Eu me dispo também, não seria justo. Depois de tudo exposto:
Cheiro de sexo e porra no ar!
Obs:. Nunca esqueçam: é umA Lady que faz sexo com palavras. Sobre tudo. Sobretudo um Lady. Depois de tudo me canso. Me esgoto. Sinto sono. Durmo agarrada nelas. Acordo. Quero mais. Até cansar novamente. Me exauri. Me esvaziar e morrer escrevendo.
Nós nos amamos e damos os frutos. (infrutecemos). Para uma mãe o filho é sempre belo. E nós o criamos para o mundo. Isso é medonho, cruel e pouco poético (ético), por que mãe sempre quer filhotes embaixo das saias... Elas não aceitam e não estão acostumadas com partidas (pra onde?), despedidas ou coisa que o valha!
Mas nossa relação é forte, intensa e liberta, além de libertina. Nós nos damos tchaus decisivos e cada um segue seu rumo. Rumo a qualquer rumo. Rumor! Mas estamos laçados. E lá recomeça tudo outra vez e novamente e de novo e sempre o ciclo continua- continuo!
A nossa batucada continua como na cadência de um samba inesgotável, inabalável, ritmado. E eu quero mais sexo com palavras. Este é o meu universo, meu verso. Meu uni-verso paralelo. Minha confiança e meu (inter) cambio com o mundo (in) mundo e comigo mesma. My self.
Essa é a minha manha, meu imã, minha manhã, tarde, noite ou mesmo: tarde da noite já amanhecente. É meu: outro dia!
Pego minha nova máscara. Minha nova roupagem. Olho meu espelho, a mulher fala comigo. Saio. Transo. Me invado. Paro para parir. E depois é aquela velha história: tchau meu querido filho. Meu poema derramado do dia. Minha lama. Minha fama. Os meu dias são sempre por ti.
Para sempre, sua Lady!
Chico, com um espírito feminino. Quase uma Lady, essa foi por pouco.
28.01.09
...

A sombra de mim mesmo,
A sombra da parede,
A sombra de um coqueiro e aquela água fresca,
Ou mesmo,
A sombra de uma dúvida.
Eu perdi a capacidade de duvidar?
E Até de me “sombrear”?
Que absurdo foi me perder assim.
É tão grandioso ir se perdendo.
Perdemos-nos e nem nos damos conta.
Eu já estou num caminho que nem sei.
Será se dá para voltar?
Mas eu não sei voltar.
E agora?
Eu quero voltar?
E agora?
Agora é ir indo...
Ir vivendo.
Como se essa redundância de: ir indo até valesse a pena!
A minha pena foi muito pequena.
E eu tive coragem de me perder.
Só corajosos é que se perdem.
Ficar e se encontrar,
Deve ser de um outro tipo de coragem.
Mas ir perder-se...
Ir perder-se é diferente.
Chico, completamente perdido, graças a Deus!
26/01/2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Algo que saiu todo psicológico!


Em qualquer coisa há solidão! Para começar, é preciso saber: Dei-me por viver! Dei-me de verdade e por completo. Eu nem sei como isso se me deu. Solitário. Nunca sei como pude. Mas foi traumático como um estupro prostituído e consentido, não pago. Foi sem consciência que vim. Sem pensamento, sem corpo. Sem alma. Sem espírito. Sem critérios, nem matéria. Sem nada. Sem até mesmo, VERGONHA. Depois é que se vão adquirindo tais coisas, e foi um nascer sem consciência mesmo. É o tempo quem nos diz. É no vazio que se sabe. Esvazio-me para saber mais de mim. E não me consigo olhar de longe, só de perto, tenho essas doenças do olho, mas eu saio de mim e me olho, de PERTÍSSIMO. São tantos detalhes, grandes e pequenos. Nascer foi minha maior violência e meu maior protesto contra o nada. Nascer nunca foi delicado, sutil ou leve, nascer já é ir se doendo todo. É perigoso. Uma existência de instancia e urgência, eu tive: EU! Eu, Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. É tanto de mim que eu me suportei, até. Doído e forte. Com maiores complicações. Compilações. Poderia me abstrair todo. E isso nunca seria TUDO. Os instantes são incompreensíveis para mim e qualquer coisa de URGÊNTE, URGENTÍSSIMO! Intocáveis, não saberia dizer o que é. Mas é! Cada coisa tem seu instante, não seria o instante o primeiro a não ter seu próprio instante, né verdade? Ele mesmo não se é, e não se compreende em si, em seu lugar. Compreenda-se instante meu. Para que eu viva tranqüilo mesmo sem entendimentos e tranqüilidades. É tão amplo “instanterar-se!”. Digam, que horas são? Assim poderei viver nesta hora. Não sou: O sistemático. Não sei viver assim. Vivo cada instante. Cada coisa em seu tempo. Não programo no instante de agora o instante seguinte. Viver assim é loucura. E os sistemáticos sempre se acham melhores e mais certos, céticos, precisos, preciosos, coerentes e... Cheios razão, com lógica. Não são. Não para mim. Para mim, viver é ir vivendo. Sem planos! Sem saber aonde se pisará. Pisar é sempre infalso, elegante e com medo, um quase mistério. Há de se cair de vez em quando. Dizem que se aprende. Não me deu de aprender. Eu sou desajeitado e ferido de tantas quedas, mas elegante é que caio. Há certa incoerência em existir, ou talvez, só no meu existir. Viver é sempre insosso e traz qualquer coisa de inseguro. Mesmo que se tenha algo vibrando dentro de si, como que adrenalina ou absoluta FELICIDADE. Posto não se saber bem o que é nem onde se parará essa vibração. Vez por outra é catastrófico. Mas eu nunca tive medo de ser feliz. Tenho medo e felicidade, tudo ao mesmo tempo e tenho também fé em alguma coisa que não sei definir, graças a Deus! A PROFICIÊNCIA foi algo que ainda não se me deu de me dar. Tal palavra me foi apresentada a instantes. Os instantes me perseguem, não sei se já perceberam. A palavra: PROFICIÊNCIA! Veio-me de presente e de frente e com muita surpresa e força. Eu ainda não a pude alcançar essa palavra. Preciso animalizar-me um pouco, eu sinto isso. Os animais, os tidos, irracionais, devem viver bem a PROFICIÊNCIA. Por serem inconscientes dela, sem soberba e orgulho, vivem-na com muito mais interesse e intensidade.Eu ACHO que vocês estão acontecendo comigo! Se eu escrevesse tudo que me vem à mente. Eu seria um ESCRITOR. Escritor de alma, corpo e razão, lavadas. Mas eu somente escrevo algumas coisas! Isso não é nem nunca foi o bastante. É só a metade do que não basta. Obsequiem-me em ler a metade do que os dedico aos Senhores e sem faltas, ok? Se possível for. É de sentimento que o faço. Eu sei que os Senhores sentem que falta algo. Mas é que... Este algo que me falta dizer e que fica preso por puro pudor é talvez, o que não deve ser dito, é, às vezes, o que me escapole e voa ou se afoga no milagre do meu não poder ir a diante. De eu não saber segurá-lo ou não saber lhe dar bem com ele. Essas faltas vêm vazias de si, como não-palavras. Não-instantes. Não-sentidos! Quem sou, para desafiá-las com dedo erguido e nariz empinado? Sou apenas alguém que acha Deus absurdo e calado demais. Por que não nos diz alguma coisa? Precisava do som da sua voz, isso dar-me-ia explicações do mundo, talvez, talvez até de mim (se eu não me sei.), isso sim me daria uma despreocupação com o por vir, mas não quero ser incoerente. Eu fico com os instantes mesmo, os de agora. Quem puder, segure em minhas mãos e venha comigo, migo, migo, migo. É tão seguro aqui. Mas não sei mais das minhas necessidades, se o que quero é que mais me escapole, extrapola. Perplexo a única coisa que me resta é dizer: estou com fome.
Chico, janeiro de 2009. Salvador, BA.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
HÁ VIDA LÁ FORA!"

Para nós, que temos alguma intimidade... Lelê.
E "Há vida lá fora!"
Há tanta vida lá fora que, nós não calculamos, não é Lelê??
Sua janela é das mais belas minha querida Helenice, essa e tantas outras que você já pintou, mas é que essa... essa eu amo! Amo de coração aberto tal qual ela e com muita verdade, e amo assim... quebrada! É tão mais natural, sutil e real ser quebrado!
É cada lasca enfiada na vida e na existência da gente, são tantas coisas!
Dá vontade de pular a tua janela (Para dentro e para fora, toda hora!).
E ficar de pé nela, segurando na parte que está meio quebrada,
só para sentir este risco, de talvez... cair!
Dá vontade Olhar pela janela da Adélia...
Eu acho que ela adoraria ver a vida pela tua janela, isso daria um poema dela!
E vocês teriam uma única janela, das duas...
Tão cheia de Arte seria!
Tem mais...
Essa é uma janela de possíbilidades.
De vida,
dentro e fora e mesmo!
Nós nos encantamos com tanta vida!
Tem um Sol entrando ali, não é?
Ou será só o raio?
Não importa o importânte é que entra e entra profundo como o mar!
O raio entra no profundo do seco.
No profundo de mim,
E existir é tão, "inumano", porque, não sei, mas sempre sabemos que vamos ou que estamos morrendo, aos poucos.
Existir é mesmo quelquer coisa de misterioso,
Tua janela nos dá uma esperança diferente, Lelê.
Uma exitência de pulos.
É distinto viver pulando!
Dá para ver alguém fugindo por ela, saltando ela,
desesperado,
fugitivo,
quebrado,
cheio de amor no peito,
indo amar, talvez!
Ela deu passagem ao amor, não deu?
Eu tenho tanta certeza,
como se fora meu amor passado, saltndo-a saltitante!.
É a certeza de quem sentiu, sabe?
Eu também gosto das plantas lá fora.
De um mato bonito, bonito...
Mas eu gosto mais é da marca que o Sol faz sombra na parede.
É tão delicado,
quem pensaria nisso!?
Hã!? Quem?
Você!
ChicO, um poeta admirado de tanta belezura!
Ai, essa janela...
05/01/09
TEMPOS MODERNOS...

Vejam só, até os textos se...
Qualquer coisa!
Até os textos têm suas próprias vontades, pois é!
Uma vida que anda. Com pernas longas e passos distantes.
Mas vamos lá, mesmo que ele não queira, eu quero. Eu quero que tudo aconteça. E aconteça aqui e agora. Ta legal, meu texto?
Tudo me É e parece de uma URGÊNCIA muito GRANDE. E um “Eu quero”quer escrever e EU vou.
e...
Eu não quero me ler.
Os anos sempre estão começando com uma violência impactante e estridente, fura nossas bundas com força e dói. Eu estou mais velho, mas ainda não fiz anos, ainda não é o tempo. Cada coisa no seu tempo.
Cada coisa acontece de tal forma que... Sei lá, sempre poderia ser bem diferente. Ou não. Mas é que as coisas são tão... Eu acho... Ah, deixa para lá o que eu acho. O que importa? Não é mesmo?
Eu bem que poderia falar das flores. São tantas ELAS... e seria bonito e... eu poderia falar de qualquer coisa. Eu poderia falar na Terceira pessoa. Eu acho tão sutil e interessante falar na terceira pessoa, mas é que eu me atrapalho um pouco com isso, ás vezes. Não sou um bom escritor, eu me atrapalho com tantas coisas, são tantas malemolências de minha parte. Eu sei que sou mole. Eu sei. Tá bom, tá bom, eu sei!
Mas,
Mesmo assim, eu gostaria de fazer uma denuncia em voz baixa: O espírito Natalino acabou. Nunca mais se fará uma oferta até que se chegue o próximo Natal. As crianças só podem rir de alegria, ao ganhar um brinquedo, no NataL. O Natal sim, é a época! Depois... É só ir vivendo aos “trampos”... E barrancos. (Quem foi mesmo que inventou de nascer no Natal? Cristo ou Papai Noel? Sei lá, tem horas que eu não sei, ou eu não me lembro. Quem é que aparece mais mesmo? Ah, tá, obrigado!) Por falar em barrancos: Todos querem salvar Santa Catarina da Miséria causada pelas enchentes, mas o Sertão Nordestino morre de fome e sede todos os dias (?) Bem, eu não me lembro.
Eu não me recordo mesmo, aliás, eu nem sei se me importo, aliás, eu não sei quão grade é nem o nome da nossa misericórdia. O que podemos fazer (?). Santa Catarina sim, tem seu valor. Valor de cidade, valor de lugar. Santa Catarina deve ser lembrada, ai de nós!
Lá no Sertão, todos têm de SER TÃO e não morrer de fome. E se Morrer, se auto-enterrar! Lá cada um tem de ser por si. O resto do País nunca será por eles. Quem nos dera essa coragem, ai, quem nos dera. Eu desejo que Santa Catarina SOBREVIVA, Sim, eu desejo, mas, é que o SERTÃO...
Eu acho que consegui falar na terceira pessoa com maestria, estou me superando, vejam só! Eu até me orgulho.
O texto reluta em sair, mas eu prefiro que ele saia logo a ficar aqui, assim, incomadante deste jeito.
Eu não queria falar de Santa Catarina, nem do SERTÃO, mas isso me veio...
É que nossos esforços para fazer VALER a vida me parecem PARCIAIS!
Tão parcial,
Inimaginavelmente PARCIAL e até cruel. Mas a escolha fora feita! A dignidade (?) é que ficou para trás!
Eu queria ser leve e falar com leveza, sabem do que eu gostaria de falar? De um burburinho, uma amiga minha, certa vez, ouviu um burburinho e, foi atrás dele, eu não sei se ela me viu, mas eu também ouvi e fui junto. Daí foi que eu parei em santa Catarina, afogada.
Que o espírito Natalino salve santa Catarina, mas que também salve o SERTÃO que morre e todos os outros lugares que morrem e que nossos olhos não podem ou não querem alcançar!
Ai de nós!
Chico,
05/01/09.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Outro Amor!
O amor te dá asas. Joga-te!
Diante da imensidão do mar! O que é se afogar?
O amor te dá fôlego. Mergulhas!
Incrível, o amor é uma coisa que não dá pra dizer, ele é!
Próprio! Dono! Autoritário! Ditador, Voraz!
Nem aparenta, não é mesmo? Pois é! Mas o é!
O amor é bonitinho, tem cara de bondade.
Não manda mandando, nunca vi igual, nunca manda recado. Diz na cara. De uma autoridade sincera e mansa. Quando se pensa que não, pronto!! Já foi feito! Parece que a gente faz por que quer, né? Não, grande engano. A lei do engano! É tudo culpa dele.
Ele impõe.
E você é o cordeirinho do amor!
Aceita sem perceber. Ignorante de amor, do amor e por amor,!!!
Seja feliz com isso meu caro! E, contente-se.
Contente-se de amor! Contente-se com o amor. Fique contente! Feliz mesmo.
É que o amor tem dessas coisas, essa coisa meio... Sei lá...
Ele manda. Você obedece!
Ele grita. Você ouve!
Ele canta. Você se arrepia!
Ele chuta. Você dá a bunda!
Ele bate. Você dá a cara!
Ele faz carinho. Você ri!
Ele faz sexo. Você goza! Ainda bem.
Você goza com tudo de amor, até com as maudadizinhas boas do dele.
O amor sexual é de coito. Não vale interrompê-lo. (coito interrompido é como rezar sem dizer: AMÉM! Invalido!!!!)
O amor é para isso.
O amor pára com isso. Amor é pra gozar de amor.
Se for pecaminoso, pervertido e, todas essas coisas infernais, quentes, fervilhantes e diabólicas... Ah! Aí sim, é melhor!!! É sempre melhor obedecer, viu??
Vai de encontro a tudo isso? Pra quê?
Vai por mim.
Aproveita, bobo!
“Esse amor nunca é para sempre”, tem prazo de validade.
Vai chegando à velhice, ele se aposenta. O salário diminui.
Aí, vem outro tipo de amor!
O que poderá vir é bem mais manso! Bem mais calmo. Mas não deixa de ser bom! Vá lá.
É marola, maresia, Afinal, “depois da tempestade vem sempre à calmaria”.
É o que dizem.
Agora, eu sendo você provava o contrário.
Provava por A+B.
Experimenta! Experimenta! Experimenta!
Aproveitava enquanto novo e depois de “velho”! Comeria até o osso! Só de sacanagem! Só na sacanagem!!
Faça sexo aos 69!
Goze, faça gozarem e seja gozante! A experiência conta muito nessas horinhas de “descuido”.
Entrega-te.
Delira. Dê lira! Faça com que dê em lírica.
Pinta-o de azul, o poeta disse que o amor é azulzinho! E disse ainda que isso é bom! O melhor é morar nele, no azul, no amor azul!
Porém, não dê na telha. Se descobrem... hum! Podem maldizer de você!
Mas, o amor “antigo” também é para isso!
PARAÍSO!
Renova-o. Podes. Sabes que podes.
Nada de reumatismos ou crochês!
Dá outra cara ao amor!
Ao outro amor!
Dá!
ChicO,
(Gritando de amor aos 69 e sofrendo um bocadinho, porém, faz parte! Só que rio em maior proporção! E, “gozo”. Sempre!).
08/08/07
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Pois É!
e,
Filho de PRETO,
PRETO É!
Pois é!
Sou Filho de PRETO e não se trata de samba no pé!
Pois é!
É mais, bem mais que a luz do teu/ do meu pré-conceito, pois é!
Sou filho de PRETO e vivo lutando pelos meus direitos!
Pois-pois Portuga!
O burguês-menino, filho de branco perguntou a crioula-PRETA:
- O que é senzala?
E a nêga respondeu:
- senzala é caixa de guardar tristemente alegria e liberdade de PRETO em fim de tarde. Em fim de dia!
Qual é a senzala de hoje?
Vejam bem... são tantas e tão variadas.
ChicO, com um olho aqui e outro em 1888.
Salve salve Seu Zumbi! Salve Salve cada Zumbi!
"SEU ZUMBI É SANTO SIM, QUE EU SEI!"
Pois é!
26/08/2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
“Ninguém” pensa no lirismo.
Em um poema...
Se quer...
Um poeminho!
Eu não quero um amor com presa,
Nem com prece
Nem com presas,
Um amor “devagarinho”, sem comedições.
Sem culpas nem advogados.
Parem de buzinar suas buzinas!
Um minuto de silêncio!
Vamos amar!
Vamos poetizar!
Um amar, amor, que pare o tempo!
Que tenha um templo, do qual sejamos escravos.
Ah, essa Pós-Modernidade...
Chico, porque amar, Amor, faz bem!
Ps: dia dos namorados e eu estou “sol ”! Só me resta divagar pelos caminhos sem itinerário, solitário de sol de domingo.
Eu, uma nota musical.
Ah! Esse sol, essa Skol, deixam a gente comovido feito o diabo...
Parafraseando um grande PoEtA! (Drummond, com a sua licença, meu caro!).
Minha lágrima se atrasou, me parece que não vem!
Que será que houve?
Tudo está tão pós-moderno!
Mas eu acho que ainda quero e devo chorar!
12/06/08
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Um quase tudo...
A tinta da caneta que eu escrevia, estava vazando me manchou os dedos e o poema. Botou tudo a perder. Aquele seria o meu melhor poema...
Mas mesmo assim, a tinta derramando se inscrevia no papel e escrevia alguma coisa ali, nele. Dizendo o quê é que eu não sei, mas era tão bonito. Era algo do belo. Então nem tudo estava perdido, "só" o poema. Que nem ficou tão perdido assim, né?está lá, sempre lá, atrás da tinta, de um vermelho escarlate e vulgar e um não sei o quê poético, talvez letras de poema embaixo dela.
O indizível é sempre misterioso e quase sempre belo, por isso mesmo, por ser mistério! E quase sempre belo, porque o belo está na forma de olhar e não no simples olhar! E isso... Isso é um quase TUDO!
Condeno-me ao mistério e ao belo, mais nada!
ChicO, existindo e sendo tudo que se pode ser, ou, QUASE TUDO!
28/07/08
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Um Tema!
Cismei!
Só quero falar disso agora.
Pode ser qualquer tipo,
Pode ser grandinho.
Amor feinho ou bonitinho.
Mas tem de ser amor! Sabe?
Amor sobre amor, amor sob amor.
Eu acho que o amor é a coisa mais bonita e importante do mundo no momento.
Por falta de palavra mais adequada, eu digo que é amor o qu’eu sinto!
Mas eu sinto uma coisa que não sei dizer. Nem nomear.
Mas amor é uma palavra bonita e digna para isso. E eu acho que é amor, então eu chamo de amor, mas é mais. Eu não sei se vão me entender!
Eu acho que o amor sempre cabe e há e caber.
Eu sou capaz de amar qualquer coisa que eu queira.
Uma pedra, e sou capaz de amá-la bem.
E ela se sentirá a melhor pedra.
A mais amada.
Visto meu amor ser de verdade.
Tipo amor de criança.
Sem disfarce. Sabe assim?
Eu já tive muito medo de amar, hoje não.
Hoje eu falo de amor e acho bom.
E eu amo.
Amo mesmo. Sem vergonha!
E,
Eu confesso amar.
Era tão estranho confessar.
Mas o que é que a gente leva dessa vida?
É jogo amar. É bom.
Amar faz bem ao espírito e a alma.
Eu queria poder saber dizer todas as coisas sobre o amor.
Mas eu não sei saber eu só sei amar.
O meu amor é o melhor de mim.
E eu vou amar tudo que eu puder.
Com tudo que puder e eu vou ser Feliz de amar.
Um amor sem capitalismo.
Sem compras e sem negociações.
Um amor só de amor mesmo!
Simples como as coisas inexplicáveis e mais belas da vida.
Ah, me deixem amar. E vão amar também!
Amar... Amar.. Amar... Amar... Amar, amor, porque amar é o maior barato!
Chico, com um romantismo bestial.
13/06/08, hoje é sexta-feira 13.
E eu sou o amor com sorte!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Disseram-lhe a frase mais difícil de ser realizada ou mesmo entendida na existência de um ser:
SEJA FELIZ!
No mais ínfimo de si, traduzir aquilo em atos ou na própria FELICIDADE era gigante e inalcançável.
Aquilo não era.
A felicidade estava no sorriso não dado.
Ela esquecera de sorrir!
Isso era exato!
O sorriso passou do tempo.
Nascera angustiada e sóbria,
A angustia nunca passa!
Tinha consciência.
Era esférica e abundante!
Não sabia tudo de si e nada da felicidade!
Mas fingia ser feliz, como todos,
Afinal, vivia em sociedade!
Tinha de ser aceita!
Ah! O Poeta quase se esqueceria de informar: ELA não tem NOME e nem precisa, qualquer uma pode ter essa realidade! Isso serve para ELES também, “sempre fortes e imbatíveis”!
Mas,de repente, em alguma parte de seus corpos está a alegria! Nem que seja no ossinho do dedo do pé!
15/07/08
